De um roxo escuro e intenso, passando pelo violeta e tons de lilás e podendo chegar quase a um "branco arroxeado", a ametista é uma variedade de quartzo composta por dióxido de silício, ferro férrico e manganês.
Encontrada em muitos lugares do mundo, como Índia, Rússia, Estados Unidos, Madagascar e Uruguai, têm suas principais jazidas no Brasil, sendo aqui em nosso país um lugar onde elas se desenvolvem em abundância, podendo ser encontradas formando verdadeiras grutas revestidas com sua beleza, intensidade e poder.
O principal mito ligado a esta pedra fala de uma Ninfa que se apaixonou por Baco e, ao ser rejeitada pelo Deus, definhou e, enrijecida, transformou- se em uma pedra que sempre se opunha aos efeitos do vinho- bebida associada a Ele. Seu nome passou a ser Ametista, que significa "não intoxicado", ou "não bêbado", sóbrio.
De tão difundida e levada a sério, esta crença se estendeu por anos, sendo que costumava- se beber vinho em copos de Ametista para minimizar os efeitos maléficos do mesmo. Até hoje a Ametista é associada ao combate do alcoolismo.
Usada mais adequadamente no sexto e sétimo chacras por ter sua energia altamente sutil (apesar de densa e telúrica também) e freqüência altíssima, deve ser utilizada junto ao corpo com muita cautela e por curtos períodos.
É a pedra da transmutação de medos, estados de espírito e padrões de comportamento, ajudando a eliminar velhos hábitos, mágoas, e crenças. Além disso, protege espiritual e psiquicamente, afasta más influências energéticas e nos ajuda a evoluir, crescer, entrar em contato com outros planos. É tão poderosa que deve ser utilizada com cautela, principalmente por uma pessoa muito doente, já que teria o poder de acelerar a evolução para a próxima etapa que, nestes casos muitas vezes é a morte.
Por estes motivos eu costumo associar a Ametista aos gatos, pois quem convive com estes animais sabe do seu mágico poder de cura e transmutação. Muitas vezes os gatos costumam ficar nos locais da casa que mais precisam de atenção, aqueles onde a energia é mais densa e precisa ser trabalhada, purificada. Também é comum que estes animais elejam o colo de quem não está muito bem, tanto emocional quanto fisicamente e, através de sua proximidade e energia, protejam e ajudem na cura e evolução de quem mais precisa.
Neste aspecto, para mim é inevitável não pensar em Óscar, o gato americano que, por mais de 25 vezes "anunciou " o próximo a morrer no Hospital da Universidade de Brown. Por lá já se sabe: quando o gato, durante seu passeio diário, elege uma cama para subir e acomoda- se junto de seu ocupante é hora de chamar seus familiares e ficar em alerta: a morte do paciente será anunciada em poucas horas...
Melissa Mell
Publicado em 02.03.2008
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