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Luciana Onofre



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* Sobre Bruxas

 


Para a pergunta "como identificar uma bruxa?", eis minha opinião:
Você a identifica pelo "modus vivendi", ou seja pela maneira como ela encara a si mesma, ao mundo e os outros.

Somos diferentes nisso, não quanto a rótulos desgastados de "bruxa boazinha" versus "bruxa do mal", isso não existe!
Existe a magia em todas as suas manifestações e extensões, e sim, a forma como você a manipula e a executa, mas todas temos dentro de nós a mistura dessas duas forças antagônicas,  que se completam: o bem e o mal. 

Cabe a você saber o que fazer com elas e o que você quer ser.

Uma bruxa possui a acuidade que outros não têm, em perceber a seu redor sentimentos, e energias que outras pessoas ignoram, encara a vida com olhos mais tranqüilos, e menos acelerados do que outros, vê beleza em grandes, e pequenos feitos, sente-se capaz de mudar seu rumo sem delegar suas desgraças e culpas aos demais.

Uma bruxa é dona e senhora de si mesma, venera suas deidades porque assim o decidiu, e não porque é moda, e interessante.
Uma bruxa, sente-se despreocupada quanto a opiniões alhéias.
Agindo de acordo ao seu código de ética, sempre em consonância com o respeito que nutre por si mesma, e pela individualidade dos outros. Sendo assim, reflete em pensamentos, e ações aquilo que deseja como retorno em suas conexões, e meio.


Crê em coisas que outros não acreditam, entre tanto, aceita outras realidades, e não as entende como ameaças às suas.


Uma bruxa é sabedoura das Artes da Magia, de todas, isto quando é uma bruxa esperta...Sem permitir que lhe sejam colocados rôtulos, nem bandeiras.


Aberta às descobertas, aventura-se em pesquisas e leituras sem medidas, exatamente para ter consciência quanto aos outros "universos" que a cercam.

Uma bruxa se relaciona naturalmente com as energias in natura, sem medos ao 'escuro', ao disforme, ao que à primeira vista causa estranhamento, por entender que outros olhares, podem nós permitir saborear segundas impressões com mais prazer em aceitar o diverso.


Nós bruxas, alimentamos a sede de viver, de saber, de descobrir, e zingrar os sete mares, e outros nunca antes navegados...
Somos tantas coisas, menos seres massificados, produzidos em série, artificiais, plásticos, ocos.


Bruxas, aquelas que amadureceram seus ideais, e desejos, aquelas que permitiram-se conhecer suas verdadeiras formas, defendem seu modus vivendi, com garras e unhas, e execram a superficialidade com que muitas vezes, são entendidas e classificadas.

Isso é o que somos.
Seres por demais simples, por demais complexos.
E sempre intrigantes, instigantes, fascinantes.

Vocé é uma?

--
Luciana Onofre

http://sementeperegrina.blogspot.com/


PUBLICADO EM 31/10/2009

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