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Lord A:.



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"A existência Vampyrica e o poder pessoal de cada um..."

Lord A:. [www.vampyrismo.org]

 

Vampyros e Vampyras podem surgir de todas as classes socias, de diferentes tamanhos e de todas as cores, raças e formas. A forma como orientam e realizam suas escolhas de vida dentro dos contextos da Subcultura Vampyrica que definem seu grau de vínculação. É escolha de vida, oras! Como dissemos antes e em outros textos, é uma questão de escolha pessoal e intransferível. Você se identifica emocionalmente com a imagem e estética vampírica, é como se apaixonar. E então, depois começa a pesquisar e vivenciar esta Subcultura Vampyrica.

Com o tempo você pode se aprofundar neste caminho e passa a estudar seu contexto e suas relações simbólicas e estéticas. Alguns até mesmo optam, não obrigatóriamente, por enveredar pelos aspectos neopagões inerentes desta Subcultura.

A Subcultura Vampyirica não procura distinguir alguém pelo valor que gastou para comprar suas botas, sobretudos ou indumentárias. Alguém consegue conceber algo mais poderoso do que a escolha por um estilo de vida e poder vivê-lo plenamente?

Existe o glamour natural de escolher viver e se identificar e explorar os "mistérios" desta Subcultura Vampyrica. O que requer pessoas criativas e confortáveis com suas próprias escolhas e modo de vida - Não é nescessário provar ou evidenciar sua escolha para quem não conhece ou despreza.

Existe até mesmo para isso o charme de poder se escolher por um "nome noturno" e revela-lo publicamente apenas se o quiser. Vampyros e Vampyras alimentam sua civilidade, respeito pelos outros (até mesmo com quem não entende sua escolha), trabalham, estudam e tem objetivos materiais. São criativos, sinceros em expressar o que sentem e como sentem, principalmente quando sentem.

Vampyros e Vampyras não se preocupam em provar conhecimento ou superioridade, de qualquer forma. Não adianta você ler 500 livros, articular em um só discurso dezenas de pensadores e conceitos filosóficos, se isso não te trouxer vida. Ou pelo menos torna-lo alguém melhor, livre de descrenças em sí, afasta-lo de processos autodestrutivos e outros negativos. Vampyros e Vampyras cultuam e adoram a vida, e se engajam em vive-la melhor a cada instante.

A estética da vida que se esvai e precisa ser bem vivida, é o bem mais precioso, é um tema recorrente e presente na natureza dos integrantes da Subcultura Vampyrica. Eles não perdem seu tempo em se automutilarem fisicamente ou mentalmente, não consomem sangue de nenhuma forma e muito menos se envolvem em atividades fora de limites de realidade ou que possam chocar-se com as leis do país onde vivem.

Existem também grupos e agrupamentos Vampyricos de formatos variados, alguns oferecem aprendizado e treinamento sério e fundamentado. Para isso sustentam uma estrutura com profissionalismo, conforto, material de trabalho e ambiente adequado aos seus participantes. Isto envolve muitas vezes um honorário e um comissionamento, para manter a estrutura e sua continuidade.

Tudo no mundo é uma troca, uma reciclagem e uma constante evolução. Espaços físicos não se mantem de caridade ou por intermédio de um poder maior - Você ganhou seus livros? Você ganhou seu A´rthana (também conhecido como athame) ou outros objetos que utiliza? Pessoas dedicam tempo, que poderiam dedicar a suas outras atividades profissionais para fornecer instrução e ambientação apropriada - Ou seja é uma troca justa, ou que deve ser mantida justa através do diálogo constante e do respeito múto entre o participante e o grupo...

Em suas origens na segunda metade da década de setenta, já havia nos integrantes do que viria a ser a Subcultura Vampyrica, uma busca pelo natural, pelo pessoal e pelos próprios aspectos noturnos de sua personalidade. Não se transforma em Vampyro ou Vampyra, não existem rituais ou afins para isso. Existe apenas a escolha, baseada na própria flexibilidade de personalidade, na própria historicidade e nos próprios costumes e hábitos.

Até o momento Vampyros e Vampyras não conhecem ou reverenciam um poder maior, que é o de escolher como sonhar e realizar acordado a própria vida dentro de seu próprio contexto. Respeitando o limite de que sua liberdade acaba, onde começa a de outros. Aliás, Vampyros e Vampyras pedem, sugerem, evocam - mas não ordenam, não impõem e não comandam a vida de outros Vampyrico ou não.


(visite www.myspace.com/officinavampyrica ou www.vampyrismo.org e participe de seus cursos livres, workshops e encontros destinados a orientação e informação sobre Subcultura Vampyrica e Magia Vampyrica)

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