Eu, Evanita e minha prima Kênia gostaríamos de expor nossa situação, no ultimo dia 10/12/2006 resolvemos reativar uma associação de moradores. E com o apoio de alguns moradores e amigos conseguimos reativa-la.
A associação dos moradores, proprietários e amigos das adjacências do Ribeirão e Campestre (AMPAARC), foi fundada em 1993 após nossa região ter sido decretada Parque Estadual (P.E. JURUPARÁ ), o mesmo situa -se nos municípios de Ibiúna e Piedade, cidades que ficam aproximadamente a 120Km da maior metrópole da América Latina (São Paulo).
O que nos leva a fazer este "APELO" é o fato que a preservação é extremamente importante, porém, não só da fauna e flora como também dos seres humanos que aqui habitam.
Uma das nossas maiores indignações é o desrespeito à constituição (carta magna). A qual é ferida pelo órgão gestor do parque (Instituto Florestal - IF).Órgão esse que vem trabalhando oprimindo os moradores, proibindo de plantar sua horta, roça ou de ir e vir dos seus lares, sem que antes sejam revistados seus carros e etc. O incrível é que o IF antes mesmo de impor suas leis, deveria através da lei federal de Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC), fazer um levantamento de quem somos e de quantos somos e depois disso, criar um plano de manejo PARTICIPATIVO com a população local existente.
Ao contrario do que os próprios "funcionários" do IF falam, nós moradores e proprietários é que somos os verdadeiros preocupados com a preservação. Pois é da natureza que tiramos nossa sobrevivência, ou melhor; deveríamos tirar, mas somos proibidos de produzir e investir.
Somos privados de direitos básicos como: escolas, telefones públicos, postos de saúde, (não há nenhum posto de atendimento para socorrer quando alguém é picado por cobras, por exemplo.), transporte, segurança, energia elétrica, (nem mesmo a luz para todos foi liberada para nós, isso porque é lei federal, ou será que não fazemos parte desse "todos"?), estradas, (que não sejam apenas para 4x4 ou cavalos e pedestres).Falando em estradas, imaginem uma família tendo que carregar nas costas sua cesta básica por 20Km de distância, como ocorre com freqüência.
A impressão que nos dá, é que esse descaso faz parte de uma estratégia para que simplesmente a população abandone suas terras e não seja preciso nenhum tipo de indenização por parte do Estado.
Agora vejam vocês que moram na cidade, todos sabemos que não há moradia e se quer emprego suficiente para quem é qualificado, quanto mais para o homem habituado ao campo sem nenhuma estrutura. Qual será o futuro desse cidadão?
Provavelmente irá disputar pontes e favelas com centenas de desabrigados já existentes, conseqüentemente aumentando o índice de criminalidade, criminalidade esta, que ate aqui já chegou por conta de tanta proibição.
Alias, o Estado recebe verba do exterior (Alemanha) para implementação dos parques, inclusive o nosso. Por que não usar essas verbas para fazer um levantamento sério da população, educação ambiental direcionada à população local, técnicos, projetos sócios - econômicos, estudos científicos e etc. No entanto esta verba é destinada a construções de belas casas que dão o nome de GUARITAS construídas em áreas impróprias que não servem para guardar os limites do parque. E que estão em áreas particulares e até sobre mananciais.
O que realmente gostaríamos, é que essa verba viesse em forma de desenvolvimento sustentável, ou seja, a população local ganha, o Estado ganha e ganha também o BRASIL. Como: Nós, além de produzirmos estaremos preservando mais do que nunca, o Estado vai estar aumentando seu potencial produtivo e o Brasil, o sonhado desenvolvimento.
Por essas e muitas outras é que gostaríamos de contarmos com o apoio dos verdadeiros ecologistas, em prol da nossa organização e de um pedaço do pulmão do MUNDO é que pedimos para os interessados qualquer tipo de contribuição. Caso queiram associar - se favor entrar em contato.
Estaremos conversando com vocês mês a mês, até a próxima.
Desde já agradecemos a todos em nosso nome, e em nome da AMPAARC.
Endereços para correspondências:
Email : Kenia.Dantas3@Gmail.com
Rua: Cel. Salvador Rolim de Freitas, 143 - Centro - Ibiúna - S. P. - Cep: 18150-000
Fone Comercial: (xxx15-32412643) com Evanita, Kênia ou Edvan.
Publicado em 18.08.07 |