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Gwydyon Drake
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*Os Deuses e Nós

 

 

Peço que durante a leitura deste artigo, vocês façam o possível para não pensar no que aprenderam na infância sobre o Deus monoteísta revelado, esqueça durante estes minutos em deuses criadores do céu e da terra, em deuses únicos e eternos. Vamos falar de Deuses aparentados conosco, filhos de uma mesma mãe que os humanos e feitos da mesma matéria e ainda assim Deuses, imortais, poderosos e que dividem conosco o mesmo espaço ainda caminhando sobre a Terra.

Estes deuses chamados Olímpicos ou Olimpianos como agora querem alguns, são produtos de uma evolução assim como nós. Eles são a 5ª geração dos deuses que criaram o Universo que conhecemos a partir da primeira grande explosão universal, que a ciência chama de Big Bang.

Desde Eurínome, a eterna caminhante, a criadora de universos e raiz de toda luz e vida, os deuses evoluem juntamente com o universo. Esta evolução divina ao contrário de grande parte das religiões, embora as vezes não ocorra de forma violenta, não transforma os deuses anteriores em demônios e o culto das gerações anteriores permanece vivo juntamente com os vencedores, na mais antiga família que conhecemos.

Eurínome a primeira divindade a dividir e organizar o Caos com sua dança, criou seu consorte Ofion e gerou Fanes, o protogênito, o maior e mais poderoso dos seres divinos, que planejou tudo o que conhecemos hoje, e começou a construir nosso mundo gerando Gaia e Urano e toda uma infinidade de espécies monstruosas que habitaram a terra nos primórdios. Mas fanes não quis governar o Mundo e se afastou deixando seu poder para Gaia e subiu para as alturas onde resplandecente observa os seus planos serem executados.

Durante o período em que Urano reinou com soberano da terra, não deixou que seus filhos divinos viessem à luz e gaia criou outros seres dotados de inteligência que cresciam e evoluíam sobre a terra e dela tiravam o seu sustento sem ferir o solo e sem se fixar em nenhum lugar. Este período, o mais longo das civilizações humanas, é conhecido como a Idade do Ouro, onde os humanos sabedores do conhecimento, viviam da caça e da coleta, não conheciam as guerras e não enfrentavam dificuldades.

Mas Gaia queria ver seus filhos Divinos, que o pai não deixava nascer, e com auxilio de seu filho Cronos, que com uma serpe, castrou o divino falo de seu pai, liberando seus irmão para que deixassem a escuridão do útero divino. Após isto Cronos assumiu a liderança se tornando o 4º Rei dos deuses, transformou a superfície da Terra, com o auxilio de seus irmãos Titãs, transformando-a no que conhecemos hoje.

Cronos não gostou dos seus irmãos Humanos, que viviam na iniqüidade e impiedade, sem honrar aos deuses e vivendo soltos e livres como aos animais e adorando ao que temiam criando divindades animais e as honrando com sacrifícios. Destruiu então aos homens de ouro, mas mantendo seus espíritos como Daimons benevolentes e criou os Homens de Prata.

Esta geração humana viveu o período de Prata da humanidade, já não tinham caça e coleta abundante e para sobreviver tinham que tirar da terra o seu sustento. Criou para eles um sistema de crenças que honrava a Gaia como a deusa máxima, ele como seu filho e Rea sua esposa como Deusa civilizadora. Estes homens da Era da Prata, honravam a todos os Titãs como seus deuses em festivais ligados ao ciclo das colheitas.

Porém Cronos como seu pai, tinha medo de ser destronado por um de seus filhos e por segurança não os manteve no interior de sua mãe, passou a engoli-los assim que nascessem evitando seu contato com a mãe.

Porém a Ardilosa Rea, queria que seus filhos vissem a Luz e conseguiu salvar dois deles da insaciável fome de Cronos, Posseidon que ela trocou por um potro e Zeus que ela trocou por uma pedra. Possidon por ter sido criando entre os cavalos se tornou selvagem, e não ouviu o apelo da mãe, já Zeus Foi amamentado por uma cabra e criado pelos curetes, sacerdotes de sua mãe, ouviu os apelos de Rea e descobriu uma beberagem que com a qual, fez com que Cronos vomitasse todos os seus irmãos e os uniu contra o seu pai.

Entrincheirados no monte Olimpo, Zeus, seus irmãos e aliados fizeram guerra contra os Titãs. E após a vitória Zeus foi proclamado o 5º soberano dos deuses e extinguiu a Geração humana da Prata, mantendo os espíritos destes homens com Daimons conhecedores do tempo e dos astros que rodeiam a terra.

Precisando de força para manter seu reino recém conquistado, Criou uma nova geração de humanos os Homens de bronze afeitos as batalhas e guerras, os homens de bronze eram guerreiros e acabaram com os últimos focos de resistência das sociedades agrícolas adoradoras de Gaia e Rea. Estes homens de bronze eram ímpios e ferozes e logo Zeus se desgostou deles e resolveu também acabar com eles, os seus espíritos são Daimons agressivos poderosos.

Depois do dilúvio de Zeus, uma nova raça humana nasceu, criada a partir dos ossos de Gaia, os ossos da Mãe como disse Têmis a Deucalion e Pirra, as pedras que eles encontravam pelos caminhos e atiravam por sobre as costas. As pedras atiradas por Deucalion se transformavam em homens e as pedras atiradas por Pirra se transformavam em mulheres, e deles nasceram a nossa geração de Humanos, os homens de Ferro, que embora ainda fossem guerreiros, eram trabalhadores e industriosos e já haviam sido previstos por Fanes para construírem templos e cidades e mudar pela ultima vez a aparência do planeta.

Zeus e seus filhos divinos se apaixonavam pelos filhos e filhas da geração do ferro, misturando e fortalecendo a genética dos humanos e o que vemos na mitologia grega e a posterior mitologia romana são sagas familiares de descendentes dos deuses, o que reafirma a origem comum das duas espécies.

O que separa os homens dos deuses é a natureza imortal das divindades e o conhecimento acumulado por estes ao longo dos tempos. Além do fato que eles descendem de Gaia e Urano, ou seja do céu e da terra e nós sejamos apenas de Gaia, e por isto somos os filhos da Terra, nos alimentamos dos frutos desta e o nosso destino está ligado ao destino de Gaia. Nosso ciclo de vida é efêmero, como tudo que nasce da terra.

Já os Deuses por serem filhos de Urano tem seu destino ligado ao Universo e comem e bebem substancias celestiais e esta os mantém sempre jovens e poderosos, quanto nós demoramos em atingir a plenitude física e mental, para pouco tempo depois decairmos na velhice num irresistível movimento de volta a nossa mãe.

Por isto precisamos dos deuses, para nos lembrarmos da vida ideal e mais longa que tínhamos na Idade do Ouro, para vislumbrar nos corpos jovens e perfeitos dos deuses o que poderemos voltar a ser, se compreendermos o tudo que nos limita.

Os deuses são como nossos antepassados que nos inspiram e ensinam como atingir a verdadeira felicidade que hoje é reservada somente aos deuses. Devemos aprender o que eles nos ensinam, quando falam dentro de nós.

 

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