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Goloka




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*Uma Reflexão Além do Tempo

 
Às vezes a gente precisa rever os acontecimentos para que até seja possível uma reflexão. Uma parada obrigatória! Uma respiração mais lenta, um espreitar por detrás do tráfego dos pensamentos. Um esvaziar real do armazém do pensar. Um balanço necessário, um inventário!



Seja como for a gente precisa olhar e ver. Só olhar não basta
não, ver é fundamental porque a realidade passa aos nossos olhos em velocidade estupenda. Os olhos que não conseguem ver só olham atordoados. Porque a gente tem medo de ver. A mente está muito acostumada a se acostumar e se acostuma com coisas que não poderia aceitar antes. Porque o movimento da mente é adaptativo em sua inércia. E é necessário um esforço para o centro. Um afastamento da periferia é necessário. Um contínuo movimento em direção ao pilar central do Ser. E a mente se distancia, perdida nos acontecimentos, guiada pelo inconsciente social.


Sentir! Esta é a chave do portal que se abre para as dimensões do Ser, para o Pilar Central. O pensar nos afasta; o sentir nos aproxima da realidade. E como não se permitir pensar? Se o pensar se tornou um ato contínuo, um movimento infernal? O pensar, pensar e pensar se tornou uma demência individual nesta onda inconsciente coletiva. Com o pensar vêm os julgamentos. E o sentir? O ver? O Ser que se olha? Tornou-se uma alegoria quase desnecessária, um cantinho escuro evitável, um lugar até mesmo condenado.
A identificação com o social é o aparelhamento do ego que protegido pela mente, se mantém com galhardia, fazendo da ilusão o mar comum onde todos os humanos estão mergulhados.


Como fazer a ilusão entender a realidade? Se a sombra só enxerga a sombra e a considera como a única verdade? O ver a realidade de dentro da sombra que só se enxerga é uma tarefa quase impossível. É como um cego de nascença que não conhece a luz. Como se pode mostrar a luz para quem nunca soube de sua existência? E se lhe for permitido pela ciência enxergar, com a experiência, o choque de realidade. As mentes mentem e os egos são cegos.


Observando o meio nesse nosso tempo, o movimento do inconsciente individual influenciado pelo inconsciente coletivo. A política... que barbaridade! Os animais humanos agitados, uma barbárie sem fim. E para que tanta comoção? Por umas coisinhas pequenas neste mundo divino. Uma coisa de louco... Uma insanidade coletiva! Saravá Ogum mandinga! Que situação mais perversa! Que atrocidades nós estamos nos permitindo viver neste caos social...E as igrejas? Outra comoção social desvairada, uma aberração existencial? Uma doença da ignorância? Uma perversão da alma humana, com certeza. O obscurantismo em escala 'tsunâmica' é o que estamos presenciando.


O 'homem pequeno' - este bárbaro inconsciente, assassino dos Budas, dos Jesuses, dos Kabires, dos Pitágoras, dos Sócrates, dos Anágoras, dos Epícuros... Os 'homens grandiosos' nas dimensões espirituais são reféns desta barbárie insana em todos os tempos. Mas agora, não podemos nos esconder mais, somos muitos. Nós Budas modernos, Jesuses contemporâneos, Sócrates do nosso tempo, Pitágoras da atualidade, Epícuros do imediato, Kabires acordados do presente, Anágoras do momento... somos muitos mesmo. Estamos aqui para produzir um outro tempo, uma nova era real. Estamos aqui & agora!


Então - Luz, ação, movimento, o chamado do momento. Precisamos de Budas, de Jesuses! Alguém se candidata? Este não é um cargo eletivo. Este é um chamado radical. Quem quer acordar? A-Cor-Dar? Tragam seus pincéis, suas telas, seus corpos, seus fogos, suas águas, seus materiais, Ah! A matéria... a terra, as argilas, as sementes e coisas desta existência etérea, temporária. Tragam suas mãos e vamos a-cor-dar. Beber do suco definitivo, surfar no mar do infinito, sugar a têmpera da vida, sorver o quitute mais puro desta dimensão singela e pura do mais nobre élan vital do universo.
Venham comigo e explorem suas energias kundalínicas... sem medos, sem preconceitos, além das crenças, além das mentes, além do tempo. Vamos! Compareçam! Apareçam e arrisquem-se. Suas vidas estão em jogo. Um jogo vital e mortal. Suas almas estão sedentas de verdade, de amor, de realidade, a fonte de tudo se encontra no imediato. Shakti e Shiva se encontrando. Toda Yaksha é Brahma!*Caramba! O que fazer então? Leia e aprenda!


*(Yaksha - a forma que Brahman aparece – a sexualidade.)
1
A energia sexual pode ser transformada,
Somente se o sexo for do cósmico uma porta.
Quando a chave desta porta for encontrada,
A energia sutil se movimenta; Não está morta.
2
Dar-se-á a luz a um tipo mais alto de vida
É realmente preciso a energia sutilizar
Senão a força de baixo oferece guarida
Ela precisa se mover para algum lugar
3
Uma cerimônia secreta sagrada pode ser conduzida.
4
Que cerimônia é esta, uma ciência?
Um trabalho de sensibilização?
Uma forma provocativa da existência,
Uma alternativa para este mundo tão bundão.
11
Com as técnicas apropriadas
Uma dinâmica de grupo inteligente
As pessoas podem ser acordadas
Entenderem como ir além da mente.


Isto é uma tentativa, uma ação consciente. Uma bela forma ativa para as pessoas se libertarem de suas amarras resistentes. O conhecimento milenar está aberto de uma maneira simples pode ser passado, se houver receptáculo inocente, o ser pode ser mobilizado.

Vamos abrir esta caixa de Pandora** e caminharmos para a alegria sem fim, para o êxtase eterno.

Vamos "Viver no Tantra Pagão", na visão maior dos seres gigantes da superconsciência. Vamos nos entregar a uma experiência revigorante. Venham Budas e Jesuses em potência. Deliciem-se neste trabalho dionisíaco. Coragem! Arrisquem-se sempre!

 

Sw. Anand Goloka
republicado: 07-04-2008


**Pandora
por Micha F. Lindemans

Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher na terra. Zeus ordenou Hephaestus, o deus da habilidade artística para criá-la e ele assim o fez, usando água e terra. Os deuses a dotaram de muitos talentos; Afrodite deu a beleza dela, Apollo deu-lhe a música, Hermes a persuasão, e assim sucessivamente. Conseqüentemente o nome dela: Pandora, "toda-talentosa".



Quando Prometheus roubou o fogo do céu, Zeus se vingou apresentando Pandora a Epimetheus, irmão de Prometheus. Com ela, Pandora tinha um jarro que era para ela não abrir de forma alguma. Impelida pela sua curiosidade natural, Pandora abriu o jarro, e todo o mal contido escapou e se esparramou pela terra. Ela correu para fechar a tampa, mas todo o conteúdo do jarro escapou com exceção de uma coisa que ficou ao fundo e isto era a esperança.





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