tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia v tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia
tribos de gaia
tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia
tribos de gaia tribos de gaia
tribos de gaia
tribos de gaia
 
Gianpaolo Celli



menu menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
 

Ao Mestre com Carinho

 

Minha idéia original era continuar mostrando pontos de vista em relação ao neo-paganismo e como eles pode ser mais amplos do que realmente se pode imaginar. Eu senti, entretanto, que deveria falar de um ponto importante não somente dentro do paganismo, mas em todas as áreas de nossas vidas, a figura do mestre. Logo quando comecei a matutar sobre o assunto, percebi que, na realidade, este nada mais era do que um dos pontos que iria, ou teria de, desenvolver no futuro.

A figura do mestre (do dicionário: mestre - do Lat. magistru - s. m., homem que se dedica ao ensino; professor; homem muito versado ou perito numa arte ou ciência; artífice competente; indivíduo que, na Maçonaria, tem o terceiro grau; adj. 2 gen., que tem vantagem ou superioridade em relação a outro; grande; importante; exemplar.) é, em diversos aspectos, controversa.

Isso ocorre pois mesmo um professor muitas vezes, apesar de conhecer o que ensina, não sabe ensinar. Da mesma maneira a questão da superioridade, ou da vantagem sobre alguém, pode e deve ser pesada sob diversos ângulos, pois pontos de vista diferentes podem colocar mestres em posições inferiores a alunos. Ninguém é totalmente superior.

Bom, se estas são verdades para muitos aspectos de nossa vida, dentro da religião e da magia elas são dolorosamente reais, especialmente se verificarmos que muitos dos auto-entitulados 'mestres' não são, como o dicionário nos coloca, 'grandes' ou 'exemplares'. Muito pelo contrário. Em sua maioria eles são pequenos e egoístas.

'egoístas' - você pode perguntar. Bom, a meu ver, qualquer um que se auto-entitula mestre, é tudo menos isso, e possui um ego muito mais inflado do que realmente deveria, pois qualquer título deve, ou pelo menos deveria, ser dado por um grupo ao indivíduo.

'Pequenos' é um outro ponto interessante. Novamente uma consideração minha. Eu creio que sempre haverá algo a aprender, um novo angulo para se ver algo. Assim, sempre seremos estudantes, ou estudiosos na vida.

Além disso, somente aquele que fez a Jornada de Mistérios que transforma o ser humano em Herói Mitológico; aquele que se tornou o Iniciado, que foi além dos deuses, olhou o vazio inicial e voltou (coisa que mesmo os seres considerados iluminados muitas vezes dizem não ter conseguido); somente ele tem contato direto com os Mistérios, com a Verdade, sem filtros sociais ou pessoais, somente ele se tornou alguém que fundiu-se aos deuses, a natureza, livrou-se do Ego e das necessidades humanas pode ser chamado realmente de mestre espiritual.

Na realidade, segundo Sócrates "sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.", ou seja, sábio não é aquele que acha que sabe tudo, mas aquele que sabe que nada sabe (colocação também tirada de uma frase de Sócrates, "só sei que nada sei").

Um ponto interessante em relação a este tópico é que se muitas vezes precisamos de tempo e experiência para adquirir confiança para um relacionamento ou uma amizade, para que a pessoa se torne nosso mestre, o guia espiritual que iluminará nosso caminho por entre as trevas do desconhecido, isso parece cada vez mais parece desnecessário.

Para que confiança, tempo e experiência quando nos são apresentados títulos e diplomas, não é mesmo? Quando palavras difíceis, muitas das quais nem o 'mestre' sabe realmente o que significa, são utilizadas com tanta propriedade (mesmo que de maneira errada)?

Não estamos falando de nada importante, é só de nosso caminho espiritual, de conhecer a nós mesmos, afinal de contas.

Interessante a colocação acima, não é verdade? E ela é uma realidade, apesar de não a considerarmos como tal. Somos cegos para os mestres que escolhemos para seguir pois no fundo achamos que a senda espiritual não vale realmente o pouco tempo que estamos gastando com ela. E se fala-se muito de auto-conhecimento, a maioria não quer realmente enfrentar sua sombra, conhecer a si próprio. É como dizem, falar sempre foi mais fácil do que fazer

Temos então basicamente dois grandes grupos de pessoas:

Aquelas que buscam agregar seguidores para que com isso, com mais pessoas escutando o que eles dizem, acreditando no que eles crêem, suas verdades se tornem mais reais. Estes são os 'mestres'.

E aquelas ávidas em colocar nas mãos de outrem a responsabilidade pela senda iniciática, para que não precisem pensar ou se preocupar, só precisem seguir... e depois ter em quem colocar a culpa por seus fracassos. São estes os seguidores.

Isso sem contar aqueles que buscam usar a crendice e a insegurança alheia para lucrar, e uns poucos que seguem o caminho buscando o que realmente devem.

Ai eu pergunto:

Qual destes é você?

Sim, pois na senda iniciática, não existem avenidas pavimentadas ou atalhos. Existem sim picadas, caminhos de terra batida pouco utilizados. Todo caminho, afinal de conta, é pessoal, e nenhuma pessoa é igual à outra.

Os caminhos podem convergir? - você pode perguntar, com medo de caminhar sozinho. - Ou tornarem-se paralelos, ou mesmo semelhantes, por muito tempo?

'Evidente que sim!' - é a resposta para tais perguntas. - Mas caminhos semelhantes são caminhos de pessoas que caminham a senda em igualdade, não que uma guia a outra.

O que vemos hoje são pessoas que muitas acham ter chegado a algum lugar, apresentando este como 'o final'; cegos guiando cegos; guias que apontam suas lanternas somente para o estreito caminho que eles mesmos seguiram, pisando nos mesmos lugares que já pisaram, tomando cuidado para não iluminar algo além disso pois ai eles também não saberias para onde ir, ficariam com medo e também se perderiam. Enfim, são pessoas que servem o peixe ao invés de ensinar a pescar, pois na realidade muitas vezes eles mesmos não sabem faze-lo. Estes são os mestres e discípulos que vejo hoje no neo-paganismo.

Resta a questão do título: Por que 'ao mestre com carinho'?

- Bom leitor, no seu caso eu não sei, mas meus mestres são os deuses, aqueles que existem dentro de mim... eu, portanto, sou responsável pelos atos, sou meu guia... sou o mestre, assim como sou o aprendiz!

<<início<<<Gianpaollo Celli

|
 
 
 
tribos de gaia