tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia v tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia
tribos de gaia
tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia tribos de gaia
tribos de gaia tribos de gaia
tribos de gaia
tribos de gaia
 
Gianpaolo Celli



menu menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
menu
 

Pesos e medidas

 

Interessante que sempre que eu penso no neo-paganismo como movimento, o conceito de peso e medida me surge a mente. Por que? – Ora, porque apesar da maioria de seus praticantes pregarem uma busca pela verdade, quase todos realmente se contentam com mentiras poéticas, mais para dar glamour a suas crenças do que para amparar suas ações.
Como assim? – Bem, posso começar com as besteiras que li: ‘A Wicca é celta’, o ‘pentagrama é celta’, a ‘Wicca existe desde o paleolítico’ ou ainda o mais que famoso ‘tempo das fogueiras’(burning times), que praticamente apresenta a inquisição queimando sacerdotisas pagãs como se estas tivessem sido capturadas nuas em volta de grandes caldeirões no meio da floresta. A imagem pode ser bonita, a idéia de uma ancestralidade ou de uma sabedoria que vem direta de tempos imemoriais pode ser atrativa, ainda mais com o preconceito que existe atualmente mas, se não tratar-se da verdade, de nada valerá.

A lista segue indefinidamente... conceitos contradizendo outros conceitos somente para dar uma aparência bonita, mesmo que as mesmas pessoas que façam disso digam que o que vale é o conteúdo.

Que conteúdo? – pergunto eu, quando o mesmo praticante que se diz pagão muitas vezes nunca foi ao campo, isso quando saiu da cidade. Eu nem falo em buscar florestas virgens porque isso seria quase impossível. Que culto a natureza é esse? Que neo-paganismo é esse onde o praticante ao invés de ser ativo segue? Ao invés de buscar se aprofundar contenta-se com meias verdades copiadas um sem número de vezes?

A pergunta continua quando vemos pessoas dizendo seguir a egrégora (sendo que muitas vezes nem sabem o significado da palavra), invertendo celebrações e chamando um verão de quase 30 graus de inverno; gente na internet pedindo informações sem ao menos haver se dado ao trabalho de procurar no Google (não digo em livros pois creio que seria pedir demais); praticantes que somente porque leram dois ou três livros já se acham mestres capazes de montar e gerenciar um grupo (que chamam de coven) para difedirem com outros sua ‘sabedoria’; gente que apesar de se dizer neo-pagão, continua com os mesmos conceitos e preconceitos cristãos de culpa e pecado, de ser temente a deus.

E a coisa vai de mal a pior, pois apesar de lerem que é necessário fazer as coisas com Vontade, com a Alma, com o Coração, não somente para as celebrações, mas para todo o dia-a-dia, pois no paganismo (e no neo-paganismo por conseguinte) todo a universo é sagrado, assim como todos os momentos, vemos o pagão reclamando das celebrações que ele TEM que fazer (como se realmente elas fossem uma obrigação), e fazendo-as como tal.

Mas é uma verdade, não é mesmo?! Para que fazer um hidromel, que leva um ano inteiro para ficar pronto, ou mesmo um vinho para o ritual, que demora cerca de dois meses, quando se pode comprar um Chapinha ou um Chalise por R$ 3,00 reais num mercado próximo; para que se preocupar em fazer biscoitos, um bolo ou um pão quando se pode comprar baratinho um rocambole, não é verdade? Afinal nos dias de hoje tradição e lixo é a mesma coisa!
Como é? Se eu faço vinho para minhas celebrações? – Não! Eu faço vinho para tomar quando eu quiser, INCLUSIVE nas celebrações; faço biscoitos com receitas vindas da Escócia ou da Irlanda especialmente para celebrações de datas celtas não somente para minhas celebrações, eu preparo comida com receitas do velho mundo para tentar sentir o paladar do povo cuja cultura eu estudo, cuja sabedoria eu busco, no dia-a-dia pois aprendi que todo momento pode ser sagrado se assim o quisermos.

O texto não pareceu muito bonito ou glamuroso, não é mesmo? – O que? Ele muitas vezes pareceu acertar em pontos fracos? Que bom, pois esse era o objetivo. A verdade, afinal, muitas vezes não é bonita, mas temos que enfrenta-la para aprender, para evoluir. Mas para não sizerem que eu não fiz uma coisa bonita, eu deixo vocês com um velho ditado irlandes:
‘ Sé an t-uisge is éadomhuine is mo tormán.’ – O que, você não sabe irlandês?! Ok, ok, eu traduzo: ‘A água que faz mais barulho é a rasa.’

<<início<<<Gianpaollo Celli

|
 
 
 
tribos de gaia