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Treinamento, por cerca de oito anos, para a experiência clínica, no Hospital Pinel RJ, interdisciplinar; embora os supervisores fossem psicanalistas da tradicional Sociedade Psicanalítica Rio de Janeiro (a “formação psicanalítica ” era na época formalmente proibida para psicólogos- não é incrível?!) , e orientou sempre os envolvidos no processo para além do olhar psicológico / psicanalítico: para o olhar também sociológico / político / cultural .
Aliás, essa postura parecia uma
“Questão de Honra” na época, especialmente entre os inquietos anos de 1970 e 1975.
Cabe inclusive lembrar, a título de ilustração da complexidade deste período, que da mesma Sociedade Psicanalítica emergiram profissionais como o engajado Helio Pellegrino, e o auxiliar de tortura Amílcar Lobo...
Esta orientação de início de carreira se tornou especialmente proveitosa tanto na experiência pessoal em organizações feministas, quanto - quando já autônoma - comecei a desenvolver trabalhos com grupos em instituições diversas (jamais me limitei ao consultório), e a necessidade de incluir o corpo no contexto clínico e o tema “Identidade” foram solicitando atenção cada vez maior, me seduzindo cada vez mais, e exigindo a construção de uma prática específica e adequada, o que exigiu a passagem pelo Bacharelado em Artes Cênicas nos anos 80, para a especialização em técnicas corporais, artísticas, dramáticas.
Mantive a autonomia: assim como não quis “virar” freudiana, kleiniana, junguiana, etc., também preferi declinar dos títulos de bioenergética, psicodramaticista, etc...
Passei a denominar os grupos de prática reflexiva que foram sendo criados de: “Oficinas de Identidade”; estas (por sua vez) foram sub divididas em três segmentos diferentes, oferecidos aos grupos, que escolhiam um ou outro, ou os três, para desenvolver: Oficina de Identidade Corporal e do Si Mesmo, Oficina de Identidade de Gênero, e Oficina de Identidade de Cidadania.
A experiência se adaptou sempre às necessidades e solicitações “diagnosticadas” previamente em cada clientela: grupos institucionais (sub gerentes regionais do INAMPS, gerentes do BANERJ , grupos de teatro amador de diversas cidades do interior filiados ao SESC, por exemplo) , grupos autônomos (professores de Campos / RJ , ou privilegiados alunos adolescentes de uma escola particular com problemas de disciplina por exemplo) , clientes de Ongs (mulheres indígenas, adolescentes de comunidades carentes, adolescentes Síndrome de Down, adultos em processo de alfabetização , por exemplo) .
A partir do final da década de 80, um assunto recorrente emergiu dos debates que aconteciam nos segmentos de “Gênero” e de “Cidadania”.
Eu o denominei “A FACE FEMININA DE DEUS”, e cheguei a escrever sobre ele, e a comentá- lo em palestras, até que a Professora Doutora Zeny Rosendhal (geógrafa discípula de Milton Santos, atual responsável pelo NEPEC / UERJ) , pesquisadora dos conceitos que envolvem o “Espaço” e o “Sagrado”, tomando conhecimento de meu trabalho, me convidou para participar de uma das mesas de um evento anual do Departamento de Ciências Sociais da UERJ, ao mesmo tempo ecumênico e interdisciplinar: religiosos se reuniam para debater temas diversos de cidadania e / ou afins.
O sucesso de uma palestra minha sobre a “Face feminina de Deus / Identidade / Liberdade”, provocou o convite que recebi deste departamento da Universidade, para que eu criasse um outro evento anual, e o administrasse junto a uma equipe da instituição. Assim, sob minha coordenação, em 1994 acontece o primeiro “Homem e Mulher: as duas faces d’ Deus(a) ” .
Em suas mesas, filósofos, historiadores, cientistas sociais, psicólogos, etc., convidados por mim, debatiam a emergência do assunto, e sua relação profissional com ela.
Alternâncias políticas na estrutura da instituição interrompem a seqüência do evento a partir de 1996, e o resultado teórico dos encontros que se concretizaram com sucesso, é material ainda não publicado, lá arquivado, além das cópias que me pertencem, como coordenadora do Projeto.
Assim, Identidade / Gênero / Religiões, sob olhar psicossociológico, há muito tempo fazem parte de meu dia - à - dia profissional, em seu exercício teórico e prático.
A pós graduação em Sociologia, Política e Cultura na PUC RJ, com a pesquisa sobre Identidade Masculina em Homens Pós Modernos, que entrevistava (para justificar a definição do perfil da clientela) homens com religiosidade alternativa (wiccanianos, neo pagãos, etc.) foi uma conseqüência inevitável.
Os demais títulos de Especialista (em Psicopedagogia e em Psicologia Clínica), foram conquistados por notório saber, junto aos Conselhos Regional / Federal de psicologia, que já haviam concedido o título de Supervisora em Psicologia Clínica há muitos anos atrás.
O que proponho aqui, é me proporcionar a oportunidade de manter a aventura comprometida com o exercício teórico, agora especialmente cuidado, de temas que me são cada vez mais familiares, caros, destino.
Telefones (21) 22053365 ou (21) 88663365
Psicóloga e Supervisora em Psicologia Clínica CRP 1159/05
Especialista em Sociologia Política e Cultura PUC RJ
Especialista em Psicopedagogia CFP e CRP
Especialista em Psicologia Clínica CFP e CRP
Bacharel em Artes Cênicas Universidade do Rio de Janeiro
Licenciada em Psicologia
Artigos:
- A TRADIÇÃO DO "LIVRO DAS SOMBRAS" - 10/04/2006
- CURIOSA LEGITIMIDADE - Parte III
- CURIOSA LEGITIMIDADE - Parte II
- CURIOSA LEGITIMIDADE - INTRODUÇÃO
- Homem Ainda Não Existe
- PELO DIREITO DE SER inPOTENTE
Fale com: mcristinamontenegro@yahoo.com
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